O Palácio do Planalto prepara o
anúncio para este ano de um amplo pacote de ações afirmativas que inclui a
adoção de cotas para negros no funcionalismo federal.
A medida, defendida pessoalmente
pela presidente Dilma Rousseff, atingiria tanto os cargos comissionados quanto
os concursados.
O percentual será definido após
avaliação das áreas jurídica e econômica da Casa Civil, já em andamento.
O plano deve ser anunciado no
final de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra (dia 20) e
estarão resolvidos dois assuntos que dominam o noticiário: as eleições
municipais e o julgamento do mensalão.
O delineamento do plano nacional
de ações afirmativas ocorre dois meses depois de o governo ter mobilizado sua
base no Congresso para aprovar lei que expandiu as cotas em universidades
federais.
A Folha teve acesso às propostas.
Elas foram compiladas pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial) e estão distribuídas em três grandes eixos: trabalho,
educação e cultura-comunicação.
A cota no funcionalismo público
federal está no primeiro capítulo: propõe piso de 30% para negros nas vagas
criadas a partir da aprovação da legislação. Hoje, o Executivo tem cerca de 574
mil funcionários civis.
No mesmo eixo está a ideia de
criar incentivos fiscais para a iniciativa privada fixar metas de preenchimento
de vagas de trabalho por negros.
Ou seja, o empresário não ficaria
obrigado a contratar ninguém, mas seria financeiramente recompensado se optasse
por seguir a política racial do governo federal.
Outra medida prevê punição para
as empresas que comprovadamente discriminem pessoas em razão da sua cor de
pele. Essas firmas seriam vetadas em licitações.
No campo da cultura, há uma
decisão de criar incentivos para produtores culturais negros. Na semana
passada, a ministra Marta Suplicy (Cultura) já anunciou que serão lançados
editais exclusivos para essa parte da população.
No eixo educação, há ao menos
três propostas principais: 1) monitorar a situação de negros cotistas depois de
formados; 2) oferecer aos cotistas, durante a graduação, auxílio financeiro; 3)
reservar a negros parte das bolsas do Ciências sem Fronteira, programa do
governo federal que financia estudos no exterior.
A implantação de ações
afirmativas é uma exigência do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado pelo
Congresso em 2010, o último ano do segundo mandato de Lula.
Segundo o estatuto, é negro
aquele que se diz preto ou pardo --juntas, essas duas autodefinições compõem
mais da metade dos 191 milhões de brasileiros, de acordo com o Censo de 2010.
O plano é tido no governo como
essencial para diminuir a desigualdade gerada por diferenças de cor e ampliar a
queda na concentração de renda na última década.
Nesse sentido, o plano, ao usar
unicamente critérios raciais, seria mais cirúrgico do que o sistema de cotas
aprovado pelos congressistas em agosto, que reserva metade das vagas nas
federais para alunos egressos de escolas públicas e, apenas nessa fatia,
institui a ocupação prioritária por negros e índios.
Politicamente, será um forte
aceno da gestão Dilma aos movimentos sociais, com os quais mantém uma relação
distante e, em alguns momentos, conflituosa --como durante a onda de greves de
servidores neste semestre.
Fonte: www.folha.uol.com.br

Me poupe...
ResponderExcluirFicam tentando tampar o sol com a peneira! Tentam diminuir as desigualdades sociais entre os negros e os brancos. Mas o Brasil hoje é tão miscigenado... eu mesmo não sei se sou branca ou negra. A família do lado do meu pai é toda negra e do lado da minha mãe, branca... Meus irmãos, tem aparência negra e eu clara! Meus irmãos, filhos do mesmo pai e mãe seriam inclusos, eu não.
ResponderExcluirNós não deveríamos concordar com esta exclusão, pois é como se tratássemos a cor como inferior e não capaz de concorrer por igual. Talvez, não deveria ser cota racial, mas cota social...
Então incluiriam-se não apenas os negros, mas todos aqueles que não tiveram um "ensino ideal", que o governo deveria ter dado!
Infelizmente, não é bem assim o que o governo pensa. Afinal, as cotas para os negros resistem nas universidades públicas do País.
Professor.. cotas para concurso de ensino superior?! fundamentado em que?! se por exemplo, eu e uma pessoa negra, fizemos o mesmo curso superior, "suponhamos Direito", se a gnt tem o mesmo grau de instrução.. passamos pelo mesmo curso e consequentemente estamos em posição de igualdade, por que ele vai ter privilégios e eu não?! a resposta eh pura e simpliemente baseada na cor?! eu trabalho e estudo pra concurso e vô ter que lamentar não ter nascido negra daqui pra frente?! não pera aí!! é muita injustiça!! não se pode mecher com a vida de tatos concurseiros que ha tantos anos se matam de estudar simplismente pra criar politicas visando votos!
ResponderExcluirlguma coisa yem que ser feita Italo, nos ajude!!
esse governo petista faz de tudo para ganhar votos...coisa ideiota,ficam fingindo querer acabar com as desigualdades qd na verdade eles mesmos estão sendo discriminando.
ResponderExcluirquer que todos sejam iguais?trate de foma igual?e dê educação pública de qualidade.