sexta-feira, 10 de outubro de 2014

INSS: Anasps critica demora da autorização do concurso

Enquanto o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se diz otimista quanto à autorização das 4.730 vagas pelo Ministério do Planejamento, a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps) não entende a demora do sinal verde, visto que a autarquia luta contra a enorme carência de pessoal. A solicitação foi feita em fevereiro deste ano e, desde abril, está no Departamento de Modelos Organizacionais e Força de Trabalho dos Setores Social e de Desenvolvimento Econômico Produtivo (Desep/Segep) do Planejamento. O questionamento aumentou após a Secretaria de Gestão Pública divulgar portaria reconhecendo que o Ministério da Previdência Social tem na sua estrutura 17.660 cargos vagos, além de 491 cargos e funções de confiança em aberto.

Conforme consta no site da Anasps, o vice-presidente, Paulo César Regis de Souza, acredita que a quantidade de cargos vagos na Previdência é um desafio ao bom senso da governança administrativa de pessoal, já que a situação do INSS, como advertiu o Tribunal de Contas da União (TCU), em recente auditoria, é crítica, com mais de 10 mil servidores, quase um terço da força de trabalho, recebendo abono de permanência. De acordo com ele, só má fé explica porque não se fazem os concursos para o INSS. O Ministério do Planejamento defende-se em relação a esses números, afirmando que "os cargos relacionados como vagos não estão disponíveis para preenchimento. Representam saldo da administração, passíveis de análise sobre sua destinação quanto à extinção, transformação ou aproveitamento."


Paulo César estranha essa ressalva, e acredita que é mais uma das fraudes na gestão de pessoal, pois o Planejamento que nega concurso é o mesmo que autoriza a contratação de terceirizados, temporários, estagiários, consultores, pessoal sem concurso, não estável e sem vínculo, aparelhando o setor público com pessoas sem compromisso com as instituições. Das vagas solicitadas, 2 mil são de técnico do seguro social, 1.150 de perito médico e 1.580 de analista do seguro social. O cargo de técnico exige o nível médio e tem remuneração de R$4.400,87, o de perito médico requer graduação em Medicina e inscrição no conselho regional da categoria com rendimento de R$10.056,80 e o analista exige o nível superior e tem remuneração de R$7.147,12.


Fonte: Folha Dirigida

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