O concurso para 4.730 vagas no
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ainda pendente de autorização do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), será uma das prioridades
da nova presidente da autarquia, Elisete Berchiol da Silva Iwai, empossada no
último dia 5, no lugar de Lindolfo Neto de Oliveira Sales. Em reunião com o
presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade
Social (Anasps), Alexandre Lisboa, a nova dirigente revelou que está aguardando
a aprovação do orçamento da União de 2015, para cobrar do Planejamento a
realização do concurso. “Esperamos ter essa autorização para contarmos com mais
pessoal nas nossas unidades, suprindo nossas carências de recursos humanos”,
disse na reunião, conforme mostra o site da Anasps.
O INSS solicita 2 mil vagas de
técnico do seguro social, para quem tem o nível médio, 1.580 de analista do
seguro social, de nível superior, e 1.150 de perito médico, para graduados em
Medicina. A expectativa é de que o sinal verde possa ser dado logo após a
aprovação, no Congresso Nacional, do orçamento da União, quando Elisete cobrará
o concurso ao Planejamento. Os rendimentos iniciais são de R$4.620,91 para o
técnico, R$7.504,45 para o analista e de R$10.559,64 para o perito, com o reajuste
de 5% já aplicado. Quem pode auxiliar nas negociações entre INSS e Planejamento
é o novo ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, já que mantém um
bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff e sabe das necessidades da
autarquia, tendo em vista que é concursado e no mandato de seu antecessor, o
ex-ministro Garibaldi Alves Filho, era secretário-executivo da Previdência.
Presidente concursada - A nova presidente do INSS, Elisete
Berchiol, tem um perfil semelhante ao de Gabas: também é servidora pública, e
ingressou na autarquia em 1983, por meio de concurso, no cargo de técnico do
seguro social. Formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Gestão de
Sistemas de Seguridade Social, ela foi gerente executiva em Araçatuba e superintendente
regional do INSS em São Paulo. Desde 2011, no entanto, Elisete atuou como
secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social, o que faz da
nova presidente uma profunda conhecedora das necessidades de pessoal do
instituto. A história da dirigente, inclusive, pode animar quem pretende
construir carreira no INSS, demonstrando que é possível concursados que ocupam
cargos iniciais preencherem, no futuro, funções de chefia.
O que faz Elisete Berchiol
priorizar a realização do concurso são as iminentes aposentadorias que o INSS
sofre constantemente. Há 10.106 servidores podendo solicitar abono de
permanência (26% do efetivo), sendo 6.330 técnicos, 3420 de cargos em extinção
e 14 analistas. O número tende a crescer e poderá chegar a 17 mil em dois anos.
Diante desse cenário, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria,
afirmando que, caso a autarquia não realize concurso, há risco de colapso. A
posição de um dos maiores órgãos de fiscalização do país pressiona ainda mais o
governo a autorizar a seleção.
Fonte: Folha Dirigida

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